APFTV
 
 
 






 
 
 
 
indústria > produtos > substratos
 
SUBSTRATOS
 

IDENTIFICAÇÃO DOS SUBSTRATOS

A identificação e o estado dos substratos determinam a preparação da superfície antes da pintura e a escolha do sistema de pintura a aplicar.


Substratos minerais

Caracterizam-se pela:


natureza: betão, estuque, argamassa, tijolo, etc.


idade: por ex. betão recente e por isso alcalino, substratos antigos pintados ou não;


estado: substratos em bom estado ou manchados, coesos ou degradados, secos ou húmidos, etc.


Substratos metálicos

Deve ter-se em consideração:


natureza: origem, aços de diferentes composições, alumínios e ligas, zinco e ligas, galvanizados, cobre e ligas, etc.


preparação da peça/estrutura: chapa laminada a quente ou a frio, peça obtida por vazamento ou por injecção, junta por soldadura, etc.


estado da superfície: presença de corrosão, sujidades (óleos, gorduras, pingos de soldadura), restos de tinta antiga, etc.


Substratos plásticos

Existe uma grande variedade de materiais plásticos, pelo que é importante reconhecer com cuidado a sua natureza.


Os termoendurecíveis e compósitos


Os termoplásticos

  • Poliolefinas: polietilenos, polipropilenos, teflon, etc.
  • PVC e seus copolímeros
  • Polistireno e seus copolímeros (ABS)
  • Plásticos técnicos: poliésteres, Nylon, delrin, PPO, etc.
  • Elastómeros


Madeira

A madeira sendo um material de origem natural, pode apresentar grandes variações:


Natureza das essências;


Presença de exsudações (resina);


Derivados solúveis de forte poder corante (madeiras exóticas, castanheiro)


Compostos inibidores de certas reacções de formação de filme.

É um substrato que está sujeito a ataques biológicos (bolores, fungos, etc.) e sendo higroscópico, o seu teor de humidade pode variar.

Preparação e tratamento antes da pintura


Substratos minerais

O tratamento dos substratos minerais antes da pintura depende do seu estado:


Substratos novos:

  • Betão e argamassa: escovagem e, se se tratar de substratos recentes, ainda não carbonatados e por isso fortemente alcalinos, utilizar ligantes pouco sensíveis à saponificação (nunca alquídicos)
  • Estuque: primários para regularizar a absorção do substrato e corrigir a eventual falta de coesão da superfície.


Substratos antigos:

  • Limpeza de acordo com o estado da superfície, para eliminar as sujidades
  • Decapagem, se necessário, com decapante químico
    - alcalino (pinturas saponificáveis)
    - à base de solventes (tintas acrílicas e vinílicas)
  • Aplicação de primário para fundos que apresentem pouca coesão.


Substratos metálicos (aço, alumínio, zinco)


Desengorduramento: com solvente ou lixiviação aquosa


Decapagem
Decapagem química – imersão em banhos geralmente ácidos, seguidos duma lavagem cuidada e por último uma passagem por água desmineralizada.
Decapagem mecânica – por projecção de abrasivos.


Conversão química – fosfatação, cromatação


Substratos plásticos


Desengorduramento: com solvente ou lixiviação aquosa, seguida de lavagem com água desionizada


Modificação química – necessária para certos materiais plásticos (poliolefinas)


Aquecimento dos materiais compósitos reforçados por fibras ou cargas, para eliminar partículas gasosas inclusas e evitar desse modo o aparecimento de picadas aquando da estufagem


Madeira


Lixagem antes da pintura, para eliminar as irregularidades do substrato, vestígios de cola (aglomerados, contraplacados) e os ressaltos das colagens


Preparações suplementares no caso do mobiliário

No caso das madeiras para exterior e madeiras para construção, pode ser necessário um tratamento fungicida e/ou insecticida para proteger o substrato de ataque biológico.